Posted by on 12/05/2017

O Jornal Joca, para jovens, crianças e professores, trouxe uma interessante matéria sobre o uso da letra cursiva:

Letra Cursiva na Sala de Aula

O ensino da letra cursiva na alfabetização dos alunos voltou a ser discutido, na Finlândia, um dos países que tem a melhor educação do mundo (Pisa*), as escolas não são mais obrigadas a ensinar letra cursiva, também conhecida como letra de mão. Em vez disso, os alunos tem mais atividades com digitação. Minna Hamarnem, presidente do Conselho de Edução do País, argumenta que “a letra cursiva dificulta a alfabetização e que, na vida profissional, a escrita à mão dará lugar à digitação. Segunda ela, usar o teclado e aprender a posição das letras sem olhar para as teclas também estimulam o cérebro e, ao contrário da caligrafia, usamos as duas mãos para digitar.

Em alguns lugares dos Estados Unidos, como Indiana, as escolas que, desde 2012, só ensinavam a letra de fôrma, estão voltando atrás. Os educadores questionavam se as crianças que vivem no mundo dos teclados precisam mesmo aprender caligrafia. Porém, segundo a psicopedagoga Edilene Dal`Olio, estudos científicos descobriram que o uso da letra de mão estimula diversas áreas cerebrais. “Além disso, após a alfabetização com a letra de fôrma, os alunos tem interesse espontâneo em iniciar a letra cursiva”, diz Edilene.

No Brasil não há uma lei sobre o tema, mas as escolas trabalham com mais ênfase à letra de fôrma ou letra impressa. O Programa Nacional de Alfabetização do Ministério da Educação recomenda que os alunos que os alunos tenham conhecimento dos vários tipos de letras. O uso da cursiva não é obrigatório e, no ENEM, os alunos podem escolher. Cleonice Martini, orientadora do Colégio Mary Ward, diz que a preferência pela letra bastão na alfabetização tem explicação. “Na educação infantil é trabalhado o traçado das letras, pois é assim que as crianças encontram nas placas de rua, nos jornais, nas revistas, nos livros”. A coordenadora pedagógica da escola, Adriana Meneguello, concorda e acredita que o uso exclusivo da letra de mão também é importante, pois, após saber escrever, cada um cria sua maneira de se expressar e isso faz parte da personalidade”, finaliza.

Letras Bastão e Cursiva:

Bastão: Letra de imprensa, de fôrma, maiúscula. Os traços são simples, menos exigência motora. A velocidade é lenta por ser preciso erguer o lápis após cada letra. São reconhecidas em embalagens, jornais, legendas, jogos eletrônicos.

Cursiva: Letra de mão ou manuscrita. Os traçados são trabalhosos, linhas onduladas, mais exigência motora. A velocidade é rápida por ser contínua, o lápis só dai do papel em poucos casos, como para colocar o pingo no i. São reconhecidas em escolas, bilhetes e convites.

www.jornaljoca.com.br

Fonte: *Pisa – avaliação internacional que mede o desempenho do estudante em 63 nações/Journal of Learning Disabilities/Universidade de Washington/Journal of Early ChildHood Literacy/Zero Hora/The New York Times

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