A interdependência que aparece nas relações entre os indivíduos, também se mostra benéfica nas áreas do conhecimento. O envolvimento entre as diferentes partes traz a troca de características, amplia a referência e cria uma consciência de algo maior, do todo. E o pensamento global significa a compreensão da nossa responsabilidade social e planetária. Desta forma, a Escola Teia Multicultural tem como condutora do processo de ensino-aprendizagem a arte, principalmente na forma de teatro para os segmentos da Educação Infantil e Ensino Fundamental I, o cinema para o Ensino Fundamental II e o Autoconhecimento para todas as turmas e todo o corpo docente. A arte é a geradora e estimuladora de estudos e pesquisas.

Nos norteamos pelos Parâmetros Curriculares Nacionais, buscando maneiras variadas de desenvolvê-los junto aos estudantes. A pedagogia de Projetos organiza o currículo de forma interdisciplinar. Os professores elaboram as disciplinas a partir dos interesses dos estudantes unidos aos conteúdos didáticos propostos pelos PCN para a fase do desenvolvimento em questão. A partir daí começa o trabalho que integra as indicações dos PCN  a atividades lúdicas, onde os jogos, as danças e as várias manifestações artísticas e/ou esportivas são apresentadas e estimulam a aprendizagem. E é aí que entra o trabalho árduo dos nossos educadores: transformar esses conteúdos em algo que interesse, divirta e instigue as crianças e adolescentes à pesquisa, operacionalizada através de Projetos. A opção por este procedimento surge a partir do entendimento de que o Projeto possibilita a vinculação do saber com a prática social. É através dos Projetos que contextualizamos e concretizamos os conceitos que vamos ensinar e aprender, atribuindo-lhes sentido.

“Algo que sempre me lembro –e conto a muita gente- é do modo como ele estudou o corpo humano. Contou-me que a professora de dança desenhou os ossos nos corpos dos alunos e eles, dançando, observaram em si e nos colegas, como eles funcionavam. Daí para estudar os músculos foi um pulo. Em outra aula de dança, estudaram sistema circulatório. Alternando dança e repouso, sentiam o que era, onde ficava e como funcionava o coração, que acelerava e acalmava o ritmo de pulsação, a qual podia ser sentida na jugular e no punho. Dei-me conta do quanto estudei o corpo humano como se eu não tivesse um. Por exemplo, o coração era um desenho estranho em um livro, estático e externo.” – Beatriz de Paula S., mãe de aluno

(DEPOIMENTO MAURíCIO)

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